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quarta-feira, 31 de maio de 2017

GOVERNO REPASSOU R$ 2,6 MILHÕES A FACULDADE DE GILMAR NOS ÚLTIMOS 8 ANOS.

O governo federal revelou em matéria da Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta (31), que o IDP (Instituo Brasiliense de Direito Público), faculdade cujo um dos sócios é Gilmar Mendes, recebeu nos últimos 8 anos cerca de R$ 2,64 milhões de patrocínio. Só em 2017, já foram repassados R$ 180 mil.
A informação veio à tona após o jornal cobrar explicações sobre a participação de Michel Temer em um evento do Instituto nos dias 20 e 21 de junho - poucos mais de 10 dias após o Tribunal Superior Eleitoral, presidido por Gilmar Mendes, retomar o julgamento da ação de cassação.
Segundo a Folha, Temer, ministros de seu governo, o diretor-geral da Polícia Federal Leandro Daiello, Cármen Lúcia e outras autoridades devem participar do "7º Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública - Segurança Pública a Partir do Sistema Prisional". O evento vai receber da Caixa Econômica Federal cerca de R$ 90 mil.
Apesar de dizer publicamente, desde o mensalão, que os governos do PT construíram e mantiveram ao longo dos anos um grande esquema de corrupção destinado a perpetuar o partido no poder, o IDP de Gilmar Mendes recebe patrocínio de estatais como os Correios, Banco do Brasil, Caixa, Eletrobrás e Petrobras desde 2009, quando Lula ainda era presidente.
Folha destacou que Gilmar já havia negado "conflito de interesse" em promover eventos patrocinados e com a presença de Temer. Em nota ao jornal, o ministro disse que "não é administrador do IDP, portanto não acompanha questões administrativas do Instituto", e disparou contra a reportagem: "A própria Folha realiza eventos com patrocínio de diferentes empresas sem que haja questionamento de conflito de interesse ou suspeita de comprometimento da imparcialidade do jornal."
O IDP, por sua vez, argumentou que a Caixa patrocina seus eventos desde 2001. "Assim como outras empresas estatais como o Banco do Brasil, os Correios, a Eletrobrás, entre outras, que foram administradas nestes 16 anos por governos antagônicos entre si, além de inúmeras empresas privadas", comentou.
Para o Instituto, "não existe limitação legal ou ética em um banco público patrocinar um seminário sobre tema tão relevante às instituições financeiras, como é a Segurança Pública".
"Da mesma forma que a Folha de S.Paulo não se sente impedida de buscar patrocínios para os eventos que promove ou em anúncios publicitários, entre empresas que precisará denunciar em suas páginas, como aquelas envolvidas na Operação Lava Jato e em outras graves denúncias que os leitores esperam ver publicadas nas páginas do jornal com absoluta isenção", afirmou.

Fonte: Jornal GGN

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