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segunda-feira, 14 de abril de 2014

"EU SOU A VICE." MARINA CONFIRMA CHAPA COM CAMPOS.

A formação ainda pode ser alterada até 20 dias antes da eleição.

A ex-senadora Marina Silva (PSB) anunciou na tarde de segunda-feira (14) que será candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos (PSB). O anúncio ocorreu em evento realizado em Brasília que serve de palco para o lançamento da pré-campanha da chapa presidencial do PSB. A candidatura será formalizada somente depois da convenção nacional do partido, que está prevista para o mês de junho.
"Nós estamos aqui para anunciar nossas pré-candidaturas à Presidência da República e eu a sua vice", afirmou Marina, que defendeu um realinhamento político no país. Em um segundo momento, Marina se virou para Eduardo Campos e disse que fazia parte da aliança para unir. "Estou aqui para me colocar lado a lado, vamos andar pelo Brasil inteiro, afirmar o Brasil que queremos", afirmou.
Mudança possível
Apesar de anunciar a composição na chapa, Marina afirmou que o "ser humano está condenado, abençoado, a viver no gerúndio". "Se vocês perguntarem se já deram certo na aliança, vamos responder: estamos dando certo, quando a gente acha que já deu certo pode se preparar para virar a página", afirmou. Ela afirmou também que o povo brasileiro "está acreditando em seu futuro".
De acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral, é possível que a chapa inverta os cargos até 20 dias antes do dia das eleições, 5 de outubro. Até o anúncio, especulava-se que ela seria a cabeça de chapa também em razão do legado eleitoral de 2010, quando conquistou cerca de 20 milhões de votos na disputa presidencial.
No discurso, a ex-senadora também citou o fato de ser evangélica, mas disse que não usará da religião para pedir votos. "Vocês sabem que sou uma mulher de fé, mas nunca fiz dos palanques, púlpito", afirmou. A ex-senadora aparece até aqui na frente de Eduardo Campos nas pesquisas de intenção de voto.
Quinto partido
Além do PSB, Rede (ainda informal), constam na aliança o PPS e PPL, apoios que ela agradeceu. Marina afirmou que a Rede é um "partido de fato". "Nesses seis meses, nós fomos nos encontrando", afirmou, sobre a aliança com o PSB. Marina disse que foi negado à Rede o direito de se formalizar. Ela citou também a própria origem no PT e disse que direito de existir não foi negado ao antigo partido.
"Não é para dividir, é para unir. Não é para separar, é para encontrar. Não é para embate, mas para o debate", acrescentou. Segundo ela, o quinto partido da aliança será o "povo". "Se ganharmos, a vitória será do quinto partido", emendou.
Antes de Marina, representantes do PPS e PPL reforçaram apoio à candidatura dos dois. Nos discursos da maioria dos participantes, foi defendido o fim da polarização entre o PT e o PSDB ocorrida nas últimas eleições.

Fonte: http://epoca.globo.com/ , com Estadão Conteúdo

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